domingo, 25 de maio de 2008
Festival (da vergonha) da Eurovisão
"Senhora do Mar" de Carlos Coelho e Andrej Babic a menos má.
-Mas, como pode um croata debitar sentimentos Lusos ?
As outras "canções", apenas música sintética, plastificada, artificial, sem origem de raíz e nua quanto a descendência ou herança cultural.
Quem faz uma canção não são autores, mas sim o público, depois de a interiorisar. Lamentavelmente (ou se calhar não), estas canções não ficam dentro de ninguém.
Votação:
Vizinhos, comadres e compadres, cores políticas e a "mafia" dos novos países paridos à bem pouco tempo. Uma vergonha. A Itália é um bom exemplo que Portugal deveria seguir. Infelizmente somos um país que também já perdeu a vergonha.
Um certame no qual se elegem; luzes, roupas,"teatro" danças e macaquices, em vez de canções.
postado por Joana Narciso
sexta-feira, 9 de maio de 2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
domingo, 20 de abril de 2008
O 17º. Aniversário de "Os Leões" Núcleo do Sporting-Lagos
Dia 19 de Abril de 2008 - Uma jornada inesquecível

Realizou-se um grande jantar convívio, do 17º. aniversário de "Os Leões" Núcleo do Sporting de Lagos. Presentes cerca de 140 "Leões", a direcção do Núcleo e o seu presidente Senhor Falcão, que organizou o evento e que usou da palavra para apresentar alguns ilustres convidados. Representando o Sporting Clube de Portugal estiveram presentes, o seu vice-presidente Sr. Menezes Rodrigues e os antigos atletas; Hilário, Alberto Matos e Aniceto Simões.
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Hino do Núcleo do Sporting
-LAGOS-
NO SONHO E NA GLÓRIA
Lagos tem um coração de leão
verde irmã, do sonho e da glória
brilha alto este romance esta paixão
na luta, e na vitória.
É comum no nosso sangue este ideal
nos netos filhos e avós
p’ra vencer, cem mil vezes cantaremos
a canção, numa só voz
Sporting
Sporting
Sporting
amor e fiel devoção,
Sporting
Sporting
Sporting
por ti bate o meu coração.
Letra e Música Armindo Gaspar
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Tá Tudo Esgroviado ( Teatro Revista)
*As minhas notas negativas não são depreciativas, devem ser interpretadas como uma opinião construtiva.
Poderíamos dizer, que é um expectáculo de amadores o que nos obrigava à tolerância, mas
há gente neste elenco, que faz teatro há trinta anos, e !?...
Parabéns especiais para o labor do Bandarra e para o encenador Zeca Duarte, de quem falarei mais tarde numa postagem no singular.
sábado, 5 de abril de 2008
O Clube Artístico Lacobrigense - em mais uma revista
.quarta-feira, 26 de março de 2008
Jimi Hendrix
sexta-feira, 21 de março de 2008
Dia Mundial da Poesia

O Poeta genuíno
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as asas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Nao sabia por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa quer ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De facto como podia
Um operário em construção
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com sour e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse eventualmente
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, faca
Era ele quem fazia
Ele, um humilde operário
Um operário em construção.
Olhou em torno: a gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua propria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro dessa compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu tambem o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
- Excercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edificio em construção
Que sempre dizia "sim"
Começou a dizer "não"
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uisque do patrão
Que seu macaco de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pes andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrao.
E o operário disse: Não!
Na sua resolução.
Como era de se esperar
As bocas da delagação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão
Mas o patrão não queria
- "Convençam-no" do contrario
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isto sorria.
Dia seguinte o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delagação
E sofreu por destinado
Sua primeira agressão
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Porém, por imprescindivel
Ao edificio em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construcao que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobra-lo de modo contrário
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse e fitou o operário
Que olhava e refletia.
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria
O operário via casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!
- Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Nao podes dar-me o que e' meu.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição.
Um silêncio de farturas
A se arratarem no chão
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construido
O operário em construção.
quinta-feira, 20 de março de 2008
"Encher Pneus"
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Cenário de um poeta em acção
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(linguagem revisteira)
- Então senhor poeta, trabalhando?
- Trabalhando?
- Não, eu nunca trabalhei não tive tempo,
...apenas escrevo poemas.
- E que poema está fazendo agora?
- Um poema dedicado ao ar dos pneus.
- Ao ar dos pneus? Mas como é que você vê o ar dos pneus?
- Sou um poeta especializado em transparências.
- Ah... Mas isso não serve para nada!
- Sabe, os meus fans gostam de coisas que não servem para nada e até me dão prémios.
- Bem, se assim é, aceite também um prémio meu, uma boma para encher pneus....
E claro, foi a gargalhada geral ah ah ah eh eh eh...
postado pelo colaborador "O Jumento"
sexta-feira, 14 de março de 2008
Karl perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem...
Os "macacos" não quizeram...
sexta-feira, 7 de março de 2008
segunda-feira, 3 de março de 2008
Jeff Healy deixou-nos...

domingo, 10 de fevereiro de 2008
ÁMODANTIGA - música e solidariedade
Lagos deve orgulhar-se deste agrupamento, que leva as nossas cantigas a todo o lado, numa acção de solidariedade e de amizade.
O Tó Luis, a Dora e as Zezinhas ao vivo















